"Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me
deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da
morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói
inteiro mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde
alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo, há então
uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão
irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo-
porque se poderia ter, já que está vivo."
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