Rubem Alves
"Eu escrevo pra nada e pra ninguém. Se alguém me lê é por conta própria e auto-risco."
terça-feira, 6 de novembro de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Marieta, Uma Prostituta Singular
A pequena Marieta nunca foi prostituta de profissão. “Um passatempo, apenas.”
Ao final da tarde, colocava-se na esquina da Eufrásio Xavier com a Duque, ao lado da Praça do Sossego, vestindo sua indumentária sedutora e sempre curta, insuficiente às moças de família, e sorria aos homens passantes. Homens acompanhados. Solitários. Apressados. Tranquilos. Vez ou outra, um parava para uma conversa despretensiosa. “Nada” – respondia ela quando perguntada sobre o preço do passeio. “Não cobro nada. Faço por passatempo, apenas”. Risadas. Piada. Brincadeiras. Nada era razoável frente à insistência ao custo do programa. Ela sempre repetia a mesma história do “passatempo” e, quando colocada à prova, saía com o desconhecido e não cobrava. E sempre recusava as gorjetas. Em diversas ocasiões, teve de devolver o dinheiro, esconder nos bolsos das calças dos homens, em sono, e, quando não conseguia assim fazer, entregava as poucas notas, o que vale um amor sem amor, a quem quer que cruzasse seu caminho, na rua, em qualquer lugar. Já colocou notas no lixo. E há quem pense ser isso absurdo. “Haveria filas de homens na Praça do Sossego”, diria o polemista. A vida é feita de pequenos motivos. E ser mulher de programa era o seu motivo. Talvez o único. Mesmo assim, a situação se agravava: e passaram noites e mais noites em que a Marieta dormia sem encontrar homens dispostos a fazer sexo sem pagar. Cada vez mais raros. Os poucos restantes, para ela, não eram prazerosos, pois, pela cortesia de amor, pela gratuidade, não tratavam seu corpo como pertencente a uma verdadeira prostituta. Há tempos ela não apanhava, não era mordida, não era invadida de forma danosa à sua dignidade feminina. Os empalamentos eram sempre por conivência. E isso a aborrecia. E a aborreceu dia após dia. Até o instante em que, na esquina, na velha esquina, solitária de coração e de alma, sem homens, sem prestígio, sem motivos maiores para viver, ela tirou sua sandália de veludo e, de pés no chão, voltou para sua casa caminhando. As lágrimas de mulher rejeitada escorriam.
Luiz Henrique Dias
terça-feira, 15 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Mas estou a orar, juro que estou.
'A pedir para Deus toda noite que seja diferente, que nosso nós dure nem que seja
por um pra sempre nem tão pra sempre assim.'
- mal sei quantas as coisas em ti amo, talvez por amar tudo em ti, ame a ti por
completo.
- Eu só queria que você soubesse:
'..."vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra,
um dos dois ou quem sabe os
dois, vão querer pular fora,
mas se eu não pedir que fique comigo,
tenho certeza
de que vou me arrepender pelo resto da vida".'
Apud: Kamilla Rebecca
Por: Arnaldo Jabor
' depois de lágrimas
'E de todas essas angústias a que mais me angustia é cogitar a possibilidade de te perder.'
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 11 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."
Carlos Drummond de Andrade.
'E que em 2012 sejamos, TODOS, muito FELIZ!
'E que em 2012 sejamos, TODOS, muito FELIZ!
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